Pouco me importa

"Pouco me importa a sabedoria dos homens que se dizem 'práticos'. Se quiséssemos ser animais, poderíamos virar as costas aos sofrimentos da humanidade e ocuparmo-nos de nossa própria pele."
Karl Marx


Muito ocupado tentando entender isso e sem tempo pra mais nada. Assim que o semestre acabar é provável que eu volte a ter uma vida, é o que espero.

Ela e eu no banheiro

Hoje (11/11/09) enquanto o resto do Brasil faz piadas sobre o apagão que não teve no Tocantins, eu vivenciei um dos momentos mais bizarros e constrangedores de toda a minha vida. Antes de lhes contar o ocorrido é preciso esclarecer alguns pontos:
• Eu moro na Casa do Estudante de Palmas, onde estudantes lascados do interior moram e NÃO pagam aluguel, energia nem internet, SÓ pagam a água.
• Kitnet é um cubículo quarto que possui poucos metros² e um banheiro. Esse tipo de moradia é muito utilizado por estudantes advindos de outras cidades, em geral elas custam um absurdo quando ficam perto das universidades.

Hoje, uma bela quarta-feira de novembro, ao voltar da aula fui surpreendido pela minha vizinha Valquíria, que tem problemas de ordem fonoaudiológica e que fala meu nome errado:
Valquíria: Ricélis, cortaram a água, HIHI!
Eu: Affbunda ¬¬', o bom que nem tá fazendo calor hoje (37° média de Palmas)

Até ai tudo bem porque já estou acostumado aos os cortes de água daqui porque gente é bicho ruim U.U' Essa é única explicação porque não é possível que exista alguém mais pobre que eu e não tenha R$ 38,00 pra pagar a taxa da água ¬¬'

Ainda deu tempo de tomar banho pra poder ficar acordado e estudar pra um seminário amanhã de Introdução à Economia. Quando foi chegando a noite eu mandei um sms pra minha colega Val, uma maranhense de Açailândia que é só o veneno, ui, e que mora em uma kitnet perto da Casa do Estudante:
"Val, sexy, não tem água na minha casa :O Posso tomar banho na sua casa hoje à noite? Bjo :*"
E ela:
"Pode sim, 6 hs estarei lá, bjo."
Até ai nada de anormal, tudo lindo e absoluto, e as coisas fluíam como deve ser.

Quando chegou a noite eu vou à kitnet dela e quem está lá? A mãe engraçada dela. É. Cumprimentei a todas e fui tomar banho. Quando eu já tava naquele momento de ficar olhando pro espelho e pensando o porque de não ter herdado os belos olhos verdes de mamãe a porta se abre e a mãe da Val entra. *Pausa para reflexão* Imaginem a cena: eu pelado, a mãe dela com aquela cara engraçada querendo entrar. Tenso. Como a porta meio que emperrou quando ela foi abrir deu tempo de eu ir para trás da porta.

Eu: Oi, tô aqui, rs.
Mãe da Val: Ah meu Deus, tu tá tomando banho!
Eu: calma, eu já tô saindo, rs.
Mãe da Val: Não dá! eu tô tomando um remédio que me faz mijar toda hora. Fica ai atrás da porta que eu não olho, é rápido.
Eu: WTF? O_O'

Daí então aconteceu o óbvio que aconteceria em uma situação rotineira dessas: ela fez xixi enquanto eu estava pelado atrás da porta com apenas uma camisa tapando meu pau o severino.
2bjs :*

As pessoas jecas

Quando eu era bebê mamãe passou o talco chama-gente-jeca, só pode ¬¬' É incrível o poder de atração que eu tenho dessa raça tão peculiar(?) de nós, os cerumanos .-.

Há várias vertentes de jequice na sociedade contemporânea, entretanto há três tipos que merecem maior destaque: jecas no vestir, jecas no expressar e jecas no pensar. Ficou parecendo dissertação pro vestibular mas é bem fácil e você vai perceber que está rodeado por essas criaturas.

Jecas no vestir são aquelas pessoas que: usam roupas com brilho, muitos apliques, de cores como laranja neon e verde limão pra sair durante o dia e acham que estão abafando. É o tipo de gente que acha que atrair olhares é sempre bom. Enquadram-se nesse grupo aqueles que usam aquelas crocs horrorosas com meias colorias à mostra, caras que usam calças e sandálias tipo papete, gordos que usam skinnys a ponto de explodir, e pessoas que acham que por não comprarem roupas caras têm que usar qualquer mulambo que encontrar primeiro.


Jecas no expressar são aquelas pessoas que se esquecem de que a nossa língua mãe é o português, que não possuem aquele hormônio que eu não lembro nome que faz a ligação entre os neurônios, que falam alto independente do lugar e que 'desconsideram' a opinião do resto do planeta. típicos jecas no expressar são os vereadores do interiorzão do Brasil, atendentes de telemarketing, pseudo-nerds e preconceituosos de modo geral.


Jecas no pensar são o pior tipo. Independentemente de terem dinheiro, acesso à informação ou toda ferramenta libertadora(?) da jequice a pessoa não abandona o modo jumento de pensar. Ficar na frente da porta do ônibus enquanto as pessoas descem pra entrar mais rápido, furar fila, não respeitar a individualidade das outras pessoinhas, julgar as pessoas sem conhecê-las e impor a sua vontade às outras pessoas são coisas bastante características desse tipo de gente ruim.


Será só eu ou vocês também convivem com os jecas por ai? Pra isso eu respiro fundo, conto até 722, tomo um copo de água ou H2OH de limão, e toco minha vida caminhando e cantando e seguindo a canção porque eu sei que vou encontrar um outro jeca na próxima esquina -s

Bjos jecas :*

Altas revelações


Chega de marasmo e apatia diante da vida. Vou fazer revelações bombásticas de fatos altamente confidenciais até então. São coisas que nem Freud conseguiria explicar ou então simplesmente um memé '-'


O selo tem uma aparência totalmente florzinha como vocês podem notar mas eu responderei de forma máscula e viril -q

As regras meio que se perderam no caminho, acho que no blog da Michele, que foi quem me indicou, o Perscrutarei.

Resumindo é isso:
Completar as seguintes frases:
a) Eu já ...
b) Eu nunca ...
c) Eu sei ...
d) Eu quero ...
e) Eu sonho ...

a) Eu já tentei me matar com analgésico pra criança, caí e me machuquei feio de patinete, bati a cabeça na quina da porta do banheiro brincando do pega dentro de casa, me perdi dentro de um supermercado(?), falei o que não deveria, me calei quando não deveria, me apaixonei, marquei a alternativa errada, aceitei caronas de viados tarados estranhos, me arrependi, gritei 12 no truco com um valete pé de pinto, chorei, escolhi e fui muito feliz.

b) Eu nunca vou abandonar as coisas que aprendi com mamãe, esquecer quem me estendeu a mão e quem pisou no meu pé e não pediu desculpas, fazer faculdade de contabilidade, usar calça com chinelo e frequentar serestas.

c) Eu sei que o meu futuro depende das escolhas que eu fizer agora, que conviver com as diferenças é tarefa complicada, que família é tudo, que eu POSSO, que há muito mais entre o céu e o inferno do que supõe a nossa vã filosofia, que rapadura é doce mas não é mole, que se eu enfiar o dedo na tomada eu vou levar choque e que nem tudo é relativo.

d) Eu quero passar direto na faculdade, morar só, ter um salário, um cachorro, amar, um netbook azul, ser um excelente profissional, viajar, comprar presentes caros, um carro, ser sarado sem ter que puxar ferro, saber lidar com os sentimentos, falar menos ao celular, APRENDER mais e ser menos consumista.

e) Eu sonho com um mundo mais fraterno em que as pessoas não tenham que se preocupar em sair com dinheiro na rua, que não briguem no trânsito, e que todos tenham acesso à educação de qualidade. Sonho em poder encontrar meus amigos depois de anos e ainda sermos bons amigos, em fazer o aniversário dos meus pais de cento e não sei quantos anos, e em ser feliz, MUITO feliz :D

- Indicados:
. João Bertonie - Mascar
. Italo Júnior - Potencial Crítico
. Thaís - Be glad of life

Tô falando de dignidade


Mudanças radicais se deram na minha vida enquanto cidadão desse meu Brasil-brasileiro -q

Se você lê, ou leu meu blog há algum tempo atrás deve se lembrar de que eu fui intimado pela justiça. E se eu comento no seu blog já deve ter percebido que meu nome sofreu uma pequena alteração. Sim, agora me chamo Pedro Ricelly Gama de Oliveira :D

Depois de milhares de anos sofrendo humilhação passando por constrangimentos devido a esse meu nome de origem italiana que não quer dizer absolutamente porra nenhuma nada, e séculos a fim implorando para que minha mãe entrasse na justiça com um processo de Retificação de Registro Civil eu meti a cara, acordei cedo e fui à Defensoria Pública e entrei com o processo na justiça -s

No dia 15 de setembro eu fui à audiência com duas testemunhas e chorei horrores pro juiz -t Ele se comoveu com as histórias que eu contei pra ele de que as pessoas me chamavam em listas pensando que eu era mulher, ou quando pronunciavam Rixéli, Ritxéli, ou quando meu professores latinos e africanos me chamam de Riquéli ¬¬' Se você tem nome estranho deve me entender.

Agora quando um palhaço for dar uma de engraçadinho e não conseguir pronunciar meu nome eu vou dizer:
É Pedro, porra!

Não tenho mais câmera nem scanner, bjs :*

As pesquisas e os selos


*Interfone*
- Oi, quem tá ai?
- Bom dia senhor, eu sou um escravo pesquisador da UFT e a Universidade desenvolve anualmente uma pesquisa sob
re emprego e renda aqui na cidade. O Senhor pode me responder algumas perguntas?
- Hã? O quê meu filho?
- Senhor, eu estou fazendo uma pesquisa pra medir o desemprego aqui em Palmas, o senhor pode...
- Ah, vai encher o saco de outro, tô ocupa
do, não quero responder isso não, vai embora!
- Tudo bem senhor então, vá pra casa do caralho com essa sua falta de educação seu fidikenga obrigado e tenha um bom dia.


*Ponto de ônibus, 40 minutos esperando*
- Oi rapaz! (homem, 30 anos, cara de gente honesta)
- Oi(?)
- Eu tô indo pras Arnos, lá pra 300 e alguma coisa Norte, você tá indo pra onde?
- Ah eu tô indo pra lá também, lá pra 203.
- Você quer uma carona?
- *hesito* Ah, tudo bem, se o senhor me
deixar pelo menos na linha do Eixão tá bom pra mim.
Conversa vai, conversa vem ...
- Você sai muito à noite?
- Não, eu vim pra cá pra estudar, e além disso não tenho tempo, mas saio às vezes, pouco mas saio.
- Ah mas você fica, pelo menos?
- Ficar é de boa, mas me prender a alguém é complicado, ainda mais aqui que eu não gosto da cidade.
- Que é isso? Um rapaz jovem, tem que se abrir mais *tenso*
- Riso constrangido
- Você já teve muitas relações sexuais?
- Não. Riso mais constrangido ainda.
- O que você vai fazer hoje à noite?
- Qualquer coisa que não enolva você G.G Tenho que passar a limpo minha pesquisa (ou qualquer desculpa que eu falei na hora). Ah eu vou ficar aqui, tá bom pra mim, obrigado, o senhor foi muito gentil, obrigado. *sai quase correndo e ofegante do carro dele G.G*

Resumo da conversa: se a sua escola/faculdade mandar você fazer uma pesquisa de campo queira saber primeiro pra onde você vai e nunca aceite carona ¬¬'


Tá bom, mudando de assunto. Ganhei um selo (: Eu particularmente adoro responder a esses memes mas não curto a parada de ter que indicar 1.600 pessoas depois. Falo mermo raam u.u'

Esse é o Selo Cela que cacofonia do caramba:

Regras:

1. Indicar 3 coisas que te aprisionam mas que você ama:
• Café _ caféina vicia? Acho que sim hmm
• Comunicação _ se eu não tiver com quem conversar, ou perder o contato de quem eu gosto, entro em crise.
• Faculdade _ é uma canseira, me tira o sono e alguns quilos mas eu adoro.

2. Indicar 3 coisas ruins que te aprisionam
• Convivência com gente estranha _ viver com sua família já é difícil, imagina com quem você não conhece profundamente.
• Dinheiro _ ou a falta dele, sei lá. Com dinheiro as coisas ficam mais fáceis.
• Enxaqueca _ é bom nem falar na desgraçada.

As três primeiras pessoas que comentarem sintam-se indicadas ao selo.

Se eu não tivesse que estudar 915.000 páginas de Contabilidade e Análise de Balanços eu colocaria os links com muito luxo e glamour -q

Beijos e me liguem com os seus bônus, 996... -n

1 ano, ouié (y)


Está na hora de apagar a velinha, vamos cantar aquela musiquinha -q ¬¬'
12 meses, 24 quinzenas, 48 semanas, 365 dias, 8760 horas e todos esses números capengas que as pessoas colocam depois quando querem falar de tempo. O que importa é que se foi um ano desde que eu criei essa bela bosta como diria meu ex-colega de classe e bastante coisa mudou na minha pacata vida desde então.

Primeiro eu descobri que se falasse aqui o que eu pensava não precisava guardar pra mim, tive tendinite e perdura até hoje :@, votei pela primeira vez, me decepcionei forte com as pessoas, fui suspenso na escola pela primeira vez, fiz promessas pro ano novo que não vou conseguir cumprir D:, desabafei contra o mal gosto, chorei minhas pitangas, filosofei horrores, me iludi horrores, entrei em crise existencial depois de passar no vestibular, chorei a falta dos Simpsons (?), me enrolei com as bicicletas da vida, me fiz de antissocial, fui superficial e apoiei a maconha -q, gritei com a volta da MTV pra minha cidade, declarei meu amor à minha mãe, chorei pela primeira vez vendo um filme: Marley e Eu, fui intimado pela justiça (e depois conto o babado), me viciei naquela budega do Twitter, me despedi das pessoas que jamais pensei que me despediria, me tornei um CU cidadão universitário, saí de casa, cheguei na cidade nova e odiei, mudei meu modo de encarar as coisas, aprendi a valorizar o que eu tenho, e hoje escrevo um post resumindo um ano da minha vida que a transformou quase que completamente.

Esse blog feio e bobão faz parte da minha vida agora, assim como as pessoas bonitas e tesudas que o lêem. Obrigado peoples que dedicam alguns minutos aos meus devaneios, vocês fizeram a diferença na minha vida. É ... meio por ai.

**update: esqueci de mencionar o fato de ter conhecido pessoas muito legais, de várias partes do país e que tem muito a dizer: Hiorrana, Vanessa, Sandney, Bertonie, Vitor, Glenda, Atreyu, Thaís entre outros que minha fraca memória insiste em não trazer os nomes à mente. Beijos&abraços a eles.

Saber dar valor

MENINË ESTOL SÓ ALEGRIA!!111

É galerinha(?) eu fui pra casa depois de um mês morando fora de casa. Tudo estava tão lindo e absoluto que eu nem queria mais voltar, pena que a realidade chamou. Vi mamãe, irmão, amigos, fui em festa, visitei meu pai, joguei muita conversa fora e fiz uma coisa tensa que vou contar no próximo post. É.

Ai você pergunta: e eu? O quê que tenho a ver com isso, seu doente? Explico, criança. Seguinte: quando se está em casa, morando com os pais, a gente tem uma mania horrível de reclamar de tudo. Que a comida está ruim, que as paredes precisam ser pintadas porque você enjoou as cores, que você quer um cachorro, um computador novo, uma mega festa de aniversário e tudo o mais com o que você já se identificou safadjenho -q

Ai venho eu com aquela velha conversa de todos os seus tios, avós, primos mais velhos e adjacências(?) : quando se sai de casa e vai morar só, ou com pessoas diferentes, o bagulho fica tenso. Tudo o que você reclamava antes começa a fazer falta. Então o resumo da obra é que a felicidade não está nas coisas caras que se sonha ter e sim nas pessoas que estão à sua volta.*dica de revista de horóscopo barata* Aproveite o que de mais importante você tem: família e amigos, porque nunca se sabe se amanhã ou depois eles estarão lá *fim da dica de revista de horóscopo barata*

*Update: tenho internet agora peoples >.<' vou escrever toda semana de novo, como se alguém ligasse pra isso ¬¬'

Beijos meus :*

Segundas impressões

Com um mês fora de casa a visão e a impressão que eu tinha das coisas vão se modificando. Meus colegas de quarto começam a mostrar quem são: o Filho, que é gente boa, me ajuda com os endereços complicados (todos os lugares de Palmas), me chama pra sair e me espera pra jantar, acaba de se formar em Saneamento(?) Ambiental, aspira a ser jornalista e tem planos pontuais de sair da Casa do Estudante. Eu boto fé nos planos dele porque afinal de contas ele tem mais de 25 anos e todos nós sabemos que nessa idade começam as crises existenciais mais profundas. É uma pena ele sair da Casa mas como ele já é meu amigo eu quero o bem dele e pererê, parará.
O Lichardoson, isso mesmo, LI-CHARD-SON (ou seja lá como for a separação silábica) também é sangue bom(?), me levou pra conhecer a cidade, me dá carona de moto, faz Biomedicina na ULBRA, que é podre de chic e tem uma mãe polêmica que volta e meia vem nos visitar.
O outro é o Maickon, um jeca que faz Pedagogia e que se fosse embora não faria falta alguma. É. Aliás, é por causa dele que a sujeira no nosso quarto é constante, vá ser porco assim lá longe ram U.U'
Falando da faculdade, eu não suporto o professor de Metodologia Científica e suas milhares de xérox. Aquele homem só pode ser o dono daquela bagaça de copiadora porque não tem base passar apostila de 8 e 10 reais numa semana só, pelamor ¬¬'
Outra coisa que mudei a forma de encarar foi o fato de usar roupa normal pra ir pra faculdade: no começo é o máximo você poder usar o que gosta pra ir estudar mas quando se tem que lavar as roupas em um tanquinho (que só ensaboa) e não ter um tanque pra enxaguar e pra isso usar baldes aquele uniforme horroroso começa a ficar beeeem mais aceitável.
Outra coisa que percebi ao morar sozinho é que eu falo demais e o que não devo quando estou nervoso eu quando quero causar uma boa primeira impressão. Exemplifico. Falar mal da disciplina que eu odeio, Contabilidade e Análise de Balanços, na frente de uma gata que faz Ciências Contábeis e dizer, preconceituosamente, que em determinado bairro da capital tocantinense só residem traficantes e que a qualquer momento pode começar um tiroteio na frente de um morador do tal lugar são exemplos da minha boca grande. Mas eu levanto a cabeça e continuo caminhando e cantando, e seguindo a canção -Q
Isso tudo deve ser a falta de computador e a saudade de alguns blogs que já faziam parte da minha rotina: Be glad, O Fantástico Fusca Verde, Minha vida é um cardápio, Tanta gente não sabe, Mascar, entre outros.
E pra terminar NÃO ME SIGAM NO TWITTER, eu não uso mais aquela joça. Beijos&Abraços de um universitário com saudade da mamãe :*

Minha nada mole vida nova

Dois beliches; dois guarda-roupas, sendo um deles grande; duas escrivaninhas; uma geladeira; um fogão; uma mesa; uma pia; um tanquinho de lavar roupas; algumas cadeiras; dois ventiladores; sapatos jogados pelo chão, muitos sapatos; roupas em cima das camas, muitas roupas; e quatro pessoas; tudo isso dentro de aproximados 25 m². Toda essa dinâmica(?) repete-se 29 vezes nos quartos vizinhos, com mais ou menos bagunça, atendidos ou não pela internet postituída, digo, compartilhada aqui da Casa do Estudante Jornalista Jaime Câmara.

Saindo do aspecto moradia tem a melhor parte dessa cidade de distâncias estrambólicas, calor infernal e de milhares de rotatórias: a Universidade Federal do Tocantins. Salas muito bem iluminadas e com ar condicionado semipolar -Q, pessoas bonitas, veteranas gatas, playboys humilhaando o resto da humanidade com seus carros, labins com computares LINUX ¬¬' e cheio de conteúdo bloqueado alguém me dá um notebook pelamor D:, e incríveis duas aulas por dia, é isso mesmo, duas. Pra quem estava acostumado com seis aulas diárias é um tanto diferente hmmm'.

Mesmo indo pra escola usando o transporte público desde a 3ª série só agora eu conheço um ônibus lotado de verdade. Os veteranos de Economia, super gentis, que nos riscaram e nos sujaram de glacê, numa espécie de passa ou repassa (-qqq), nos deram algumas dicas, como por exemplo, que se você tirar o pé do lugar dentro do Basa lotado (nome da rota(?) do ônibus que passa na UFT) alguém vai colocar o pé no lugar e você vai cair na próxima rotatória -S

Nos dois primeiros dias a única vontade era de chorar, falar com a minha mãe ao telefone era um martírio, acostumar a dormir em cima no beliche e a usar o banheiro coletivo é doído mas superável, agora, a abstinência de algumas coisas (insira aqui a sua malícia, oe) tá me deixando tenso.

É isso, tô sem internet e vocês sabem que isso dificulta o processo. E o visual novo, que tal? Vida nova, visual novo
- Que breguice, Ricelly U.U'

Hoje (13/08) completa um mês que eu tô limpo. Larguei o vício porque eu preciso me tornar um homem de verdade. Chocolate saia de perto de mim! Se você sofre de enxaqueca entende o que eu tô falando.

E uma última informação: por falta de pagamento de alguns moradores a água foi cortada ontem, olha que beleza -n
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