10 de maio de 2012

Da dor, do erro e da beleza.

Viviane Mozé diz que viver é uma dor insuportável, concordo.

Há quem encontre analgesia na religião, outros, mais questionadores, na filosofia e aqueles de alma sensível, na arte.

Nietzsche diz que a vida sem música seria um erro, também concordo.
E digo mais: sem a beleza, a vida seria um erro e uma dor insuportável.




1 de abril de 2012

Chute no saco


- Tô cansado já no começo do semestre: 6 disciplinas, inglês, aulas de manhã, à noite e aos sábados, PET à tarde e ainda não posso esquecer de pedalar todo dia e de cuidar da alimentação.


- Pára com isso, arruma uma namorada! 


3 de março de 2012

Dos livros que ganhei


          "Nos outros planetas, quase todos são pessoas que cabem na tela às centenas, só que muitas vezes uma fica toda grandona e próxima. Elas têm roupas em vez de pele, rosto cor-de-rosa ou amarelo ou marrom ou irregular ou cabeludo, com a boca muito vermelha e olhos grandes, pretos em volta. Elas riem e gritam muito. Eu ia adorar ver televisão o tempo todo, mas ela estraga o cérebro da gente. Antes de eu descer do Céu, a Mãe deixava a TV ligada o dia inteiro e virou um zumbi, que é igual um fantasma só que anda, tum, tum tum. Por isso, agora ela sempre desliga depois de um programa, e aí as células se multiplicam de novo de dia e podemos ver outro programa depois do jantar e fazer crescer mais cérebro durante o sono.
          - Só mais um, porque é meu aniversário! Por Favor!
          A Mãe abriu a boca, depois fechou. Aí disse:
        - Por que não? – Pôs os comerciais sem som, porque eles fazem purê do cérebro ainda mais depressa e ele escorre pelos ouvidos.
[...]
          Estou aprendendo uma porção de bons modos. Quando uma coisa tem um gosto nojento, a gente diz que é interessante, que nem arroz selvagem, que é duro como se não estivesse cozido. Quando assoo o nariz, eu dobro o lenço pra ninguém ver o muco, é segredo. Quando eu quero que a Mãe me escute e não outra pessoa, eu digo “Com licença”, às vezes digo “Com licença, com licença” durante séculos, e aí quando ela pergunta o que é eu não lembro mais."

DONOGHUE, Emma. Quarto. 2011.


          Nunca pensei que fosse possível  chorar (e vomitar) tanto arco-íris pra um livro, é muita lindeza.

14 de fevereiro de 2012

Crise dos 20


Vou mudar de dígito, minha idade não mais vai remeter à adolescência, à casa de mamãe, às manias de criança ... Não que eu vá me transformar em outro alguém subitamente ou que eu vá deixar de fazer as besteiras e esquisitices de sempre, mas é uma sensação diferente que me dá quando penso que vou responder com um “vinte” quando for perguntado sobre minha idade. É como se esse número pesasse de alguma forma, soa estranho na minha voz, é como uma palavra nova que eu não sei o uso mais adequado e evito usar.
Parece que anteontem eu tava correndo descalço na rua com meus amigos e ontem, preocupadíssimo com os eventos sociais do ensino médio. Não se trata de saudosismo, a questão não é essa. O que não sai da minha cabeça é que parece que eu não fiz nada de importante ou marcante até agora. Nunca tive nada “daqueles”: uma briga daquelas, um amor daqueles, uma viagem daquelas ... Nunca vivi um drama pessoal que me consumisse até a alma e que me motivasse a beber ou escrever, sei lá.
Talvez o fato de 2011 ter sido um ano de cão e não ter acabado ainda na prática, ter levado o fora mais “zera autoestima” da década, saudade de casa e, o mais importante, não ter um cachorro façam um cara pensar essas coisas e aproveitar para justificar sua avaliação periódica da vida com um fato qualquer e comum a todos, no caso, o aniversário que se aproxima.
Eu sei que isso tudo (de questões existenciais) é muita viadagem, por isso prefiro ocupar o tempo tentando entender os efeitos de uma política monetária recessiva em uma economia com mobilidade imperfeita de capitais sob um regime de câmbio flutuante, mas 20 anos ... PQP!

30 de dezembro de 2011

That's over, baby

E não é que mais um ano passou e vem aquela sensação clichê de que o tempo passou e você não fez nada?! Desconfiava que o ano de 2011 seria chato, mas não tanto. É um ano de aprendizados, não posso negar, me fudi tanto que não há como não aprender alguma coisa depois de tudo. Mais importante que fechar a conta e passar a régua no ano que se passou é planejar o próximo.

Quanto às promessas pra 2011:
Boemia: virei homem, agora bebo cerveja e todo tipo de cachaça.
Corrida 3 vezes por semana: a artrite não me deixou, mas pedalo.
Fazer pelo menos uma das 3 tatuagens que quero: FRACASSO TOTAL.
Ir a um congresso fora do Tocantins: Fui e agora quero mais HEHEHE 

Pra 2012, as metas são bem humildes, até porque é melhor rebaixar as expectativas e se surpreender com o que a vida proporcionar.

  • Ganhar peso (atuais 54 kg)
  • Conhecer São Luís - MA
  • Pagar a disciplina de Econometria
  • Ler todos os meus livros não lidos
  • Terminar meu projeto de pesquisa
  • Fazer uma tatuagem
E que venha 2012!

8 de setembro de 2011

De novela mexicana ...

... minha vida está se transformando em tragédia grega.

A UFT esteve em greve esses dois meses que se passaram, o semestre não foi encerrado e agora nós temos uma (01) semana para fazer todas provas pendentes, o que significa 4 provas e a apresentação de um artigo. O tutor do meu PET faz questão de lembrar de que temos que apresentar o projeto de pesquisa dia desses, o pobre não sabe é que eu nem fui na favela aplicar questionário, muito menos tabulei e escrevi relatório e que daqui pra novembro nem vem que não tem, neguim. No amor ... que amor? Quando tô longe é "oh, estou morrendo de amores, vem matar essa paixão que me devora o coração e só assim então serei feliz, bem feliz" e quanto tô perto é "e ai, beleza?". Na vida financeira ... hm, espera, o que é aquilo que vejo láááááááá em cima? Pfff é a linha da pobreza, acho que precisarei voltar a vender o corpo. E meus joelhos fudidos? Tenho consulta com o reumatologista mais bonito da cidade (só se consegue falar com o homem depois de meses de espera) dia 14/09 no dia de duas provas daquelas que falei, muito boa, universo. Tô rindo. E ai quando você pensa que as coisas estão esquisitas, a caixa de descarga do banheiro quebra de novo.

10 de agosto de 2011

Encontro

Não sei se foi a emoção, vontade de guardar o momento só pra mim ou não sei o quê. O fato é que eu tive um encontro com o negão por quem eu sinto uma coisa, e ainda não havia compartilhado esse momento, mas agora conto tudo.
Foi ele quem veio até mim, marcou um encontro a poucos metros da minha casa e eu fui lá ver se ainda rolava alguma coisa. O negão compareceu, não decepcionou. Trouxe uns amigos bacanas que tocam bem, e umas tantas mil pessoas foram conferir essa reunião. Falou umas coisas bonitas sobre educação e literatura, minha admiração só cresceu. Tocou todas as músicas motivo da minha paixão, achei digno.

Ainda rolou beijinho hehe

Agora só falta dar uns pega no sapatão rs

6 de agosto de 2011

Espectador

Pegou seu balde de pipoca e o guaraná gelado, acomodou-se naquela poltrona grande e com apoio para os pés e assim ficou. Assim está. Inerte aos acontecimentos, vendo de fora se sucederem. Muda de canal incessantemente na ânsia de não perder nenhum jornal, novela ou entrevista, como se isso fizesse alguma diferença ...
Ele próprio não muda, continua ali parado vendo as coisas passarem. Tomara que essa poltrona se torne logo desconfortável.

21 de julho de 2011

Dos congressos da vida

A parada é que eu realizei uma das coisas da minha wishlist e quero compartilhar: ir a um congresso fora do Tocantins. Fui ao ENAPET em Goiânia. Se você não sabe onde fica esse lugar, observe o mapa a seguir:


De acordo com a última edição do Atlas do Fudêncio
Quebrei a cara bonito, pra variar. 
Quem participa de grupos PET é nerd, tem boas notas, etc e pamps, daí pensei que só ia dar um monte de carinha magricela e menina gordinha e carente, todos de óculos, é claro. Que nada. Uns caras do tamanho de cavalos e umas meninas tão gatas que o único comentário que lhes cabia era: de ON-DE vocês saíram?
Eu, fresco, que não queria ir pra alojamento e dormir no chão, fiquei na casa da minha tia linda e perdi o melhor da bagaça. Os alojamentos são onde o conhecimento REALMENTE é trocado entre os congressistas, e de forma muito profunda, rs.
 Teve uma festa lá em que uma banda super sem noção tocou e tinha até número de Lady Gaga com direito a fantasia escrotíssima com uma meia/saco/coisa esquisita na cabeça e cheia de brilho além de uns gogoboys comediantes, e eu tive que ir embora muito cedo, tipo 1:00, por causa de uma galera chata que tava com a gente, o resultado é que eu saí no 0x0 e com ficha de cerveja no bolso, é mole?
Agora estou mais ansioso por outros eventos científicos como esse, mas no próximo fico no alojamento hehe

22 de junho de 2011

Embalagem

Tô passando por uma série crise existencial: não sei usar rótulos.

O mercado rotula e precifica
Eu não sei rotular, logo não sei valorar.
Deu pra sacar a perspectiva filosófica do problema?
Pois é.


Como eu não consigo colocar todas as coisas e, principalmente, as pessoas em caixinhas diferentes, etiquetar e mandar pro mercado, eu sou colocado pelas outras pessoas em caixinhas que não necessariamente representam o que eu sou ou o que eu penso, e isso pode causar algumas confusões. A minha proposta é a seguinte: vamos usar etiquetas, no plural, para uma mesma pessoa, podendo ser trocadas a qualquer momento e deixar de lado as caixinhas, esquecê-las de vez. Quem topa?

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